A Justiça da Itália condenou o jogador Robinho e o amigo dele, Ricardo Falco, a 9 anos de prisão por violência sexual de grupo.
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O julgamento foi nesta quarta-feira, 19/1, em Roma. A Corte de Cassação da Itália - equivalente ao Supremo Tribunal Federal do Brasil - rejeitou o recurso da defesa dos acusados, após a condenação nas primeiras instâncias.
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Robinho e Ricardo foram acusados de abusar sexualmente uma mulher de origem albanesa durante o aniversário de 23 anos dela, numa boate em Milão, na madrugada de 22 de janeiro de 2013.
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Outros quatro brasileiros também participaram do ato, mas foram apenas citados nos autos, sem responderem a processo. Robinho alegou que a relação com a mulher foi consensual.
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Ao longo do processo, a promotoria apresentou gravações feitas por interceptação telefônica que serviram como prova contra os acusados.
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Numa das conversas, o próprio Robinho comenta que a mulher
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Para a justiça, declarações contidas nas gravações confirmaram a alegação da vítima de que estava embriagada e inconsciente na hora do abuso.
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No Código Penal Italiano, o artigo
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Na época, Robinho era um dos principais jogadores do Milan. No ano seguinte voltou ao Brasil para jogar no Santos, o clube onde começou a carreira.
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Em 2015, Robinho jogou no Guangzhou Evergrande, na China. Em 2016, atuou no Atlético Mineiro. Em 2018, foi para o Sivasspor, na Turquia. E em 2019, continuou no futebol turco, mas em outro clube: Basaksehir.
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Antes do Milan, Robinho já vinha de uma carreira internacional em outros grandes clubes. Jogou no Real Madrid e no Manchester City.
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Robinho também atuou na Seleção Brasileira. Na Copa do Mundo de 2006, Robinho foi reserva de Ronaldo e Adriano. Sua primeira partida em Copas do Mundo foi na estreia da Seleção contra a Croácia, quando substituiu Ronaldo aos 24 minutos do 2º tempo.
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Ele jogou como titular em quase todos os jogos na Seleção em 2010, não foi convocado em 2014 e depois ganhou nova chance com o treinador Dunga. Após grande ano em 2016 no Atlético Mineiro, Robinho foi convocado pela primeira vez no comando de Tite no início de 2017, para um amistoso contra a Colômbia
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Em 2020, Robinho voltou para o Santos, mas o processo por violência sexual provocou uma rejeição até mesmo por parte dos torcedores. Em outubro daquele ano, seu contrato foi suspenso.
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Hoje, Robinho está sem clube. O jogador nascido em São Vicente, em 25/1/1984, tem 37 anos e com essa condenação terá dificuldade em conseguir uma nova ocupação.
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Como Robinho vive no Brasil, não poderá ser preso porque uma sentença emitida na Itália não vale para execução penal no Brasil.
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Robinho também não corre risco de ser extraditado. A Constituição de 1988 proíbe a extradição de brasileiros.
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No entanto, ele não pode viajar para países da União Europeia, sob risco de ser imediatamente preso.