Patricia Lages Agenda da normalização da pedofilia avança em todo o mundo

Agenda da normalização da pedofilia avança em todo o mundo

Cresce número de movimentos a favor da legalização da pedofilia e do reconhecimento da prática como "orientação sexual normal"

Movimentos hoje em dia procuram suavizar a imagem do pedófilo

Movimentos hoje em dia procuram suavizar a imagem do pedófilo

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Voltou a circular nas redes sociais o vídeo de uma palestra de 2018 do TEDx Talks – uma das conferências mais importantes do mundo – onde a então estudante de medicina, Mirjam Heine, defendeu a ideia de que a pedofilia é uma “preferência sexual” que deve ser aceita e tratada com normalidade.

Em sua apresentação, na Universidade de Würzburg, Alemanha, com voz suave, aparência terna e gestos calmos, Heine fez afirmações, no mínimo, polêmicas.

“É nossa responsabilidade refletir e superar nossos sentimentos negativos sobre os pedófilos e tratá-los com o mesmo respeito que tratamos outras pessoas. Devemos aceitar os pedófilos como pessoas que não escolheram sua sexualidade, e que, ao contrário da maioria de nós, nunca serão capazes de viver livremente. Devemos aceitar a pedofilia como uma preferência sexual”, declarou Mirjam Heine.

De uns anos para cá, principalmente depois do advento da internet, tem crescido o número de movimentos em defesa da pedofilia, tanto para reconhecê-la como uma orientação ou preferência sexual “natural”, quanto para a sua legalização.

Para angariar simpatizantes, esses movimentos suavizam a imagem do pedófilo, apresentando-o como um indivíduo portador de transtornos mentais – e que, em razão disso, não pode ser responsabilizado por seus eventuais crimes – ou como uma vítima de seus próprios sentimentos. Heine também usou desse expediente ao dizer que “assim como os pedófilos, nós não somos responsáveis por nossos sentimentos, nós não os escolhemos.”

Paralelamente, o lobby em torno da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que a pedofilia não seja considerada um transtorno mental também tem aumentado. Os defensores da prática como preferência sexual querem, inclusive, que o termo pedófilo seja substituído por MAP (Minor Attracted Person), ou Pessoa Atraída por Menores.

Para Ernie Allen, um dos maiores especialistas do mundo no combate a crimes de exploração infantil, o uso não monitorado da internet pode representar grandes riscos para as crianças. Allen citou à BBC um estudo americano que revela que 53% dos meninos e 28% das meninas com idade entre 12 e 15 anos assistem a cenas de sexo explícito na internet. O especialista também afirma que a exposição a esse tipo de conteúdo pode modificar a percepção da criança a respeito do que é normal.

Podemos perceber nitidamente que a implantação da agenda pró-pedofilia tem agido em duas frentes que se convergem. A atuação começa desde o alto, pressionando as autoridades para que a pedofilia seja descriminalizada, mas sem esquecer de preparar a base, fazendo com que a prática seja encarada como algo normal e aceitável pelas crianças de hoje, que serão as autoridades de amanhã.

Mais do que nunca é preciso que os pais estejam atentos aos conteúdos que seus filhos acessam, não apenas na internet, mas também aos materiais didáticos adotados pelas escolas, ainda que pareçam inofensivos. Evitar a preocupação com esse tipo de assunto hoje pode representar um futuro muito mais preocupante. Não se engane, pois o “tarde demais” existe e o “progressismo”, com seus discursos travestidos de tolerância e muito amor, não está brincando em serviço.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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