Patricia Lages Análise: esquerda quer convencer cristãos a votarem nulo

Análise: esquerda quer convencer cristãos a votarem nulo

Perdendo apoio de católicos e evangélicos por pautas a favor das drogas, do aborto e da criminalidade, esquerda prega: "votar nulo não é pecado"

A esquerda estaria insinuando que católicos e evangélicos estão sendo pressionados a votar

A esquerda estaria insinuando que católicos e evangélicos estão sendo pressionados a votar

TSE/Reprodução

No vale-tudo pelo poder, candidatos de esquerda – aliados à mídia que quer, a todo custo, recuperar os milhões que deixaram de receber ao longo dos últimos anos – têm como meta convencer os cristãos a votarem nulo.

Chega a ser inacreditável ver candidatos e jornalistas ateus, agnósticos e que até ridicularizam a fé cristã (quando não estão em campanha ou militando em causa própria) se tornarem "especialistas em religião" da noite para o dia, e passarem a "pregar" o que é ou não pecado. Quem foi que lhes deu autoridade para julgar ou determinar esse tipo de coisa?

A bola da vez é propagar a ideia de que "votar nulo não é pecado", insinuando que dentro das igrejas há uma "pressão que chega a ser bullying" para que católicos e evangélicos votem. Segundo uma reportagem – que faz um malabarismo tremendo para dar sentido a uma ideia totalmente sem cabimento – quem "cogita anular o voto" não deve se preocupar, pois isso não seria "alienação ou desprezo pela democracia", mas sim, "uma afirmação política válida".

É assim que a esquerda tem subido ao poder nos países ao redor do Brasil. Basta lembrar que Hugo Chávez foi eleito quando um número expressivo de venezuelanos votou nulo em protesto pelo que vinha acontecendo no país. Porém, como sabemos, a situação só piorou e, de um dos países mais ricos da América Latina, a Venezuela se transformou no mais pobre.

O mesmo aconteceu na Colômbia, nas eleições deste ano, quando um número altíssimo de eleitores se absteve de votar. Foi assim que o esquerdista e ex-guerrilheiro do M-19 Gustavo Petro conquistou a presidência do país. Em seu primeiro discurso depois de eleito, Petro já declarou a soltura de presos e, em seu primeiro dia no poder, divulgou o aumento de impostos.

Pecado mesmo é o que a esquerda vem fazendo na Argentina, que chegou a ser uma das nações mais ricas do mundo. No passado, para descrever uma pessoa abastada era costume dizer "fulano é rico como um argentino". Mas hoje, dominada por políticas populistas, a Argentina agoniza com desabastecimento, uma moeda extremamente desvalorizada e um número absurdo de pessoas desempregadas. Falando nisso, onde estão os jornalistas brasileiros que diziam durante a pandemia que a Argentina é que era feliz por ter um presidente forte, com coragem de baixar um "fique em casa" de respeito? 

O que a esquerda ainda não entendeu é que ser cristão não é ser burro. Mas para ficar bem claro, aqui vai um recado: essa pregação fajuta de "senta aqui que eu vou aliviar o seu fardo", "não sofra bullying" e "vote nulo porque não é pecado" não cola. E sabe por quê? Porque todo cristão de verdade já aprendeu que, com Jesus Cristo, "o jugo é suave e o fardo é leve". Essa conversa mole só demonstra o quanto a esquerda despreza os cristãos, crendo que somos um bando de ignorantes. Nós vamos às urnas, sim. Aceitem que dói menos.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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