Patricia Lages Análise: por que as privatizações são importantes para o Brasil

Análise: por que as privatizações são importantes para o Brasil

Ao serem controladas ou administradas sob influência de políticos, estatais podem ser usadas para servir a interesses e, se der prejuízo, o povo paga

No Brasil, estatal tem sido sinônimo de má administração

No Brasil, estatal tem sido sinônimo de má administração

REUTERS/Paulo Whitaker

Há décadas diversas estatais no Brasil têm sido usadas para fins políticos, o que vai desde a distribuição de cargos para aliados, os famosos “cabides de emprego”,  até os mais variados escândalos de corrupção.

Só para citar três, temos a Petrobras, desfalcada em R$ 42,8 bilhões pelo “petrolão", segundo a Polícia Federal; a Caixa Econômica, que perdeu R$ 3 bilhões em quatro denúncias feitas pelo Ministério Público; e os Correios, com desvios investigados pela PF somando R$ 94 milhões.

A perda de dinheiro público apenas nesses três casos de corrupção chega a quase R$ 46 bilhões, dinheiro que faz falta na saúde, na educação, no saneamento básico. Isso sem contar os prejuízos que, obviamente, são pagos com o dinheiro do contribuinte.

Na era PT, relatórios da CGU (Controladoria Geral da União) mostram que os Correios perderam 90% de sua liquidez entre 2011 e 2017. É difícil de acreditar que a empresa que possui o monopólio dos serviços postais no país tenha sido dilapidada dessa forma.

Infelizmente, estatal no Brasil tem sido sinônimo de má administração, prestação de serviços de má qualidade e desvios de valores inimagináveis que deveriam ser direcionados para fazer tudo aquilo que os políticos prometem, mas não fazem, alegando que não há dinheiro suficiente.

A cada ano o Brasil bate recordes de arrecadação, logo, não fosse a roubalheira generalizada, os altos prejuízos e a falta de vontade política, poderíamos estar muito à frente de outros países que não possuem nem metade de nossas riquezas, mas que administram o que têm de forma responsável.

Sobre esse assunto, o próximo governo promete brecar as privatizações que, aos trancos e barrancos, vinham sendo implantadas, aliviando as contas públicas. Resta saber até quando o Brasil será impedido de decolar por causa do excesso de peso da corrupção e da incompetência.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas
    http://meuestilo.r7.com/patricia-lages