DiFato Tudo Importa Metas para o ano novo: tê-las ou não tê-las? O que dizem os especialistas

Metas para o ano novo: tê-las ou não tê-las? O que dizem os especialistas

Criar objetivos tangíveis e executáveis pode melhorar a autoestima, ajudar no desenvolvimento cognitivo e produzir estímulos que favorecem o aprendizado e a satisfação

Metas para o novo ano: tradição

Metas para o novo ano: tradição

Pexels/Pixabay

Emagrecer, comprar um carro, fazer a viagem dos sonhos, comprar uma casa. Para a maioria de nós, a chegada de um novo ano nos leva a fazer anotações escritas ou mentais de metas a que aspiramos atingir nos próximos 365 dias. Esse alinhamento mental terminou com a criação de um hábito, uma tradição. Aqui no Brasil, por exemplo, existe inclusive a venda de agendas que ajudam a transformar metas em realidade por meio da organização de atividades e de estímulos motivacionais.

Mas por que criar metas? Colocá-las no papel pode trazer benefícios? Ou isso gera apenas ansiedade? Quantas vezes você se pegou no primeiro dia do ano escrevendo ou prevendo aquilo que gostaria de executar? Quantas vezes você desistiu ou insistiu? Funciona? Sim! Para muitos especialistas, as “metas” ajudam a definir quem você é e aonde quer chegar, e vamos lhe dizer o porquê!!!

“As metas precisam estar alinhadas com nossa identidade, nossas necessidades e nosso desejo. A partir da aceitação de quem somos, de nossa história, de nosso passado. Primeiro precisamos identificar o que realmente nos incomoda, nos prejudica e quais limitações precisam ser aceitas, reconhecidas e perdoadas para que o real motivo do desejo de transformação seja revelado, e aí teremos uma meta na mira”, afirma a terapeuta ocupacional Luzianne Feijó.

O primeiro passo para isso é realmente parar. Pense em tudo aquilo que faria você feliz ou em algo que você abandonou. Pense também em algo que o incomoda e que você precisa mudar. Crie então uma tabela ou compre uma agenda. Em uma folha, enumere aquilo que seriam as metas, classifique por números e prioridades. Deve estar no topo aquilo por que se tem maior apreço. Nas páginas seguintes, comece a escrever de forma ordenada caminhos para realizar cada uma das metas…. Comece sempre se perguntando qual o primeiro passo? Anote, mesmo que pareça intangível.

“Você pode dar sentido à sua vida a partir daí! Valorizar aquilo que você desenha para sua vida. Criar metas é gerar o impulso que falta, o entusiasmo para correr atrás de suas vontades. Funciona para organizar sua vida, para criar um caminho, para não deixar solto aquilo que importa na construção do seu eu”, salienta a psicóloga Patrícia Muneron.

Os especialistas deixam claro que criar metas é algo que pode ser feito por pessoas de qualquer idade, isso porque a atividade ajuda a dar disciplina, estimula a criatividade e ajuda de forma cognitiva a manter uma atividade cerebral focada no desenvolvimento do conhecimento.

“A construção de nossas metas perpassa pelo que vivenciamos, em que acreditamos e com o qual nos identificamos. Então, os mais idosos podem elencar suas metas baseadas em atividades ou ocupações que foram abandonadas ou até mesmo aquelas que sempre desejaram realizar, mas não tiveram oportunidade dentro de algum momento da sua realidade (física, emocional, financeira). É preciso internalizar que nunca é tarde para realizar atividades que tragam saúde e bem-estar, principalmente aquelas ligadas ao autocuidado e à espiritualidade. Isso ajudará a garantir o melhor funcionamento do corpo e da mente”, enfatiza Luzianne Feijó.

A prática de exercícios pode ser a primeira meta a ser colocada no papel, mas exige determinação e disciplina

A prática de exercícios pode ser a primeira meta a ser colocada no papel, mas exige determinação e disciplina

Edu Garcia/R7 - 16/9/2023

Dentro da construção desses objetivos é preciso também analisar possibilidades, alcançabilidade, evitar desejos oriundos de modinhas comportamentais e, até mesmo, avaliar as condições financeiras. Disciplina é essencial, por exemplo, para manter o ritmo do exercício físico ou economizar. Mas e se ao fim do ano algumas ou a maioria das metas não se concretizarem? Sentir-se incapaz faz parte do sentimento humano, mas ter metas não realizadas não quer dizer que isso é algo limitador de sua personalidade.

“Nem tudo está no nosso controle. A gente depende do que acontece no meio, das adversidades. Tudo pode acontecer, e isso não tem a ver com uma incapacidade sua, a de não cumprir algo. É preciso ter a consciência de que há coisas que fogem do nosso controle e tudo bem com isso. Se não conseguiu cumprir isso ou aquilo que você planejou, pare, reflita e tente colocar em prática no ano seguinte”, diz Patrícia Muneron.

Então vamos lá, pegue o caderno, a agenda e comece a definir os passos daquilo que pode transformar você. Feliz 2024.

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