Maria do Caos De férias com marido, filhos, mochilas e uma lhama

De férias com marido, filhos, mochilas e uma lhama

Se não bastasse ter que lidar com um imprevisto, ainda tive que aguentar desaforos de uma lhama, a queridinha da cidade

Férias em família: eu, meu marido, filhos e a Jocasta, uma lhama

Férias em família: eu, meu marido, filhos e a Jocasta, uma lhama

Divulgação

E aí, Mariassss!

Que felicidade começar mais um ano na companhia de vocês neste espaço ma-ra-vi-lho-so e repleto de sucesso e boas energias. Este blog só existe graças a vocês, minhas Marias, que não me deixam na mão e enviam as histórias mais doidas desse universo.

Sou inteira gratidão e, como uma Maria convicta, escrevi meu livrinho dos sonhos para este novo ciclo que se inicia. Sabe o que é engraçado? No meu livrinho do ano passado, o Maria do Caos, estava lá, escrito a lápis, como meta para 2023, e olha só como inicio este ano? Com o blog a todo vapor.

Por isso, não desistam do que acreditam, não deixem ideias guardadas, lutem por uma oportunidade e sejam sempre verdadeiras com vocês mesmas. Sonhos podem, sim, ser realizados, e isto não é um clichê.

Bom, como hoje é a primeira história do ano, resolvi contar uma situação de férias em família. Nossa Maria é o caos em pessoa, ela e a família foram para a cidade do marido, no interior de São Paulo, mas é beeeeem interior mesmo. O problema é que esta Maria não contava com um imprevisto no meio do caminho.

Vamos juntas?

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O ano de 2016 me marcou muito. Foi o ano que minha vida inteira mudou. Eu sentia uma mistura de desespero, vontade de chorar, dor de barriga e um alívio quase que psicótico, sabe quando você se sente tipo o Coringa do Batman? Exatamente eu naquele momento...

Tudo começou por causa de uma lhama. É isso mesmo... A Jocasta, a lhama do zoológico da cidade do meu marido.

Eu, casada há mais de dez anos, mãe de dois, funcionária pública, realizada. Especialmente numa manhã de domingo, em janeiro, fomos visitar a família do meu marido. Lembro que coloquei uma blusa branca com um jeans e um tênis.

Olha que legal, um belo programa de domingo pra se fazer em família. Sorvete, refrigerante e um calor infernal. Mas tudo bem, as crianças estavam felizes. E quando as crianças estão felizes, pode cair o mundo que eu estou em paz.

Fomos todos ao zoológico, chegamos na área das lhamas, o guia nos ofereceu um matinho lá pras crianças interagirem com os bichinhos, e eu, a famosa cabideiro, enfiei o matinho no bolso porque já não tinha mais mão sobrando.

Meu marido achou aquela área muito incrível e teve a brilhante ideia de tirar uma foto em família. Família naquelas né... Eu e as crianças, porque ele nem chegava perto.

Ele gritava e acenava: vai pra trás, mais um pouquinho. Agora posiciona a mão, tipo aquela foto da Torre Eiffel, sabe? Aquela que as pessoas apontam e parece que estão segurando a pontinha da torre. Então, ele estava longe e eu irritada, fui indo, indo e do nada, slapt! Uma bela lambida na minha bunda.

Não se dando por satisfeita, a bendita da lhama ainda cuspiu metade do mato na minha cara.

Agora eu queria só parar um minutinho, imagina essa cena... Eu, com minha blusa branca, cheia de bolsas, mochilas, casacos e meu boné favorito, toda escarrada de cuspe de lhama.

Furiosa, quando olho pro meu marido, aquele inconsequente estava no telefone. Na hora me deu um acesso de raiva tão grande, mas tão grande, que fui igual um leão pra cima dele. Mas ele vira com aquela carinha de bulldog caído e me dá a triste notícia: é, Maria, perdi minha chance de virar sócio da empresa.

Na hora eu me perguntei: como assim?

Bem, meu marido estava atrás de uma oportunidade de ser sócio da companhia onde trabalha há vinte anos, fazia muito tempo. Nos últimos meses, tinha trabalhado dia e noite sem parar. Pensei, bom, tudo bem, tudo vai permanecer como está, mas aí, veio a bomba...

" - Maria, não serei sócio e acabei de ser dispensado."

"Oiiiiiiiiiii???????

Aquilo caiu como uma bomba. Tudo bem que eu tenho meu emprego que até paga bem, mas não dava pra sustentar a família e nem a vida que tínhamos.

Depois de dias de conversa, meu marido chegou à brilhante ideia de nos mudarmos para a cidade dele. Aqui, ele abriria uma empresa em sociedade com o irmão, imposto era mais barato e as possibilidades muito mais seguras. Tive que aceitar e pedi transferência para o interior.

Bom, sou professora do ensino infantil então, imaginem só como é dar aulas para os pequeninos em uma cidade tão pequena quanto eles. Só havia um passeio para fazer: visitar a Jocasta no zoológico. A criançada amava.

Depois da cusparada que levei da lhama, era a primeira vez que voltava aquele lugar. Os alunos estavam ansiosos e eu, claro, estava, de novo, de cabideiro. 

Quatro mochilas, lancheiras e uma casquinha de sorvete do Tiaguinho que largou na minha mão para chegar perto da Jocasta. Bem, estava exausta, o sol estava fritando minha cabeça.

Encostei no único lugar onde tinha um pedacinho de sombra, de repente:

"- De novo??????"

De todo o zoológico, a sombra era no cercado onde estava a Jocasta e para me afrontar, a lhama se encantou pelo sorvete que estava segurando e acabou pegando para ela. Calor, né?

O problema é que a Jocasta não toma sorvete, ela só come mato e adivinhem o que ela fez?

Sim, Marias! Cuspiu aquela casquinha na minha cara.

Moral da história: Nunca voltem a um lugar onde cuspiram em você, mesmo que a culpada tenha sido uma lhama. Porque é muita humilhação não tem preço.

Ahhhh, que fique claro: não voltei mais naquele lugar e de Jocasta não quero saber mais. Meu passeio, agora, é apenas para ver o pavão Juquinha e ele abre aquelas penas todas quando me vê. Será que estou correndo algum risco?

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Mariasssss, imaginem só levar cuspidas de lhama? Não deve ser bom não, até porque calor, suor e cuspe de lhama não combinam em nada.

Mas, me contem, vocês já foram perseguidas por algum animalzinho como nossa Maria da semana? Espero a resposta de vocês.

Que o ano que se inicia seja repleto de histórias caóticas, mas com final feliz.

Até semana que vem.

Um beijo, Marias.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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