Emprego dos sonhos: era dos sonhos mesmo?

Mais uma tentativa da nossa Maria de conseguir a tão sonhada oportunidade de trabalhar na empresa dos sonhos dela

  • Maria do Caos | Do R7

E aí, Mariasssss!

Passaram bem a semana? Neste tempo doido, esquenta demais, chove demais, esfria do nada, liga ar-condicionado, desliga, abre as janelas, fecha, olha o temporal, ufa!!! Sei que muitas se estressaram, porque recebi mensagens de Marias que queriam uma história sobre "mulheres presas na enchente". Bem, anotei vários comentários e muitos perrengues. Vai ter sim um episódio aqui no blog, mais para a frente.

Porque hoje, minhas Mariasssssss, tem a tão esperada continuação da história do "Emprego dos Sonhos", que foi o maior sucesso. Muitas se identificaram com nossa Maria que não podia nem falar o nome da empresa porque poderia dar tudo errado. Lembram que ela batizou de "Você Sabe Quem?", personagem do Harry Potter?

Pois bem, ela passou por muitos desafios, dificuldades, problemas, crises existenciais... Achou que tivesse estragado tudo e perdido a oportunidade. Nossa Maria aprendeu a controlar a ansiedade e, quando menos esperou, um toque no telefone e era novamente o RH desta empresa. Será que desta vez deu certo? Será que ela conquistou o "emprego dos sonhos"?

Venha comigo até o final e se delicie com essa história que tenho certeza que tem tudo a ver com você também!

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Lá fui eu outra vez para a entrevista, desta vez, segura de que conseguiria fazer a coisa certa. Respirei fundo e tentei manter a minha tranquilidade, já que surtei da última vez. 

Calma, Maria! Respira, Maria!

Estava com aquela sensação de ansiedade de novo, afinal estava cara a cara com a mesma recrutadora que me disse não. Tentei ler a mente dela para saber se estava agradando, mas não consegui nenhuma vibração mental.

Respirei mais uma vez, mais profundamente. Lembrei dos dias em que desejei apenas passar pela recepção da empresa e sorri. Já estava lá dentro. Ainda sem contrato, mas lá dentro, mais perto do que minha versão universitária jamais imaginou.

Despedi-me da mocinha do RH e voltei pra casa, com uma sensação diferente. Mesmo se não conseguisse, não faria drama, o universo me entregaria algo incrível em breve.

Estava flutuando pela rua, deixei o carro no estacionamento e resolvi tomar um café sozinha. Merecia esse momento comigo mesma. Saí caminhando, sentindo o vento no rosto, sorrindo para todos. Meus pés pareciam fora do chão. 

Atravessei a rua, meio que sem olhar, o farol estava fechado para mim, mas aberto para os carros, e adivinhem o que aconteceu...

Sim, Marias! Fui atropelada por uma bicicleta e, na queda, acabei batendo minha cabeça no meio-fio da calçada. Fiquei meio zonza, sem saber o que estava acontecendo, ouvia uma voz masculina bem longe... Era o coitado do ciclista que tinha me atropelado. Marias, sério, o bichinho ficou tão sentido que foi me visitar todos os dias no hospital, quem me contou isso foi meu marido, o Theo.

A ambulância chegou e fui levada para o hospital. Acordei no quarto com um médico em cima de mim.

"Maria? Você me escuta? Se sim, aperta a minha mão."

Apertei a mão do médico e ele continuou a falar e a fazer um monte de perguntas e eu fui respondendo, o problema foi quando chegou na parte do "O que você fez hoje?".

Mariassss do céu!!! Eu não me lembrava de nada. Não sabia como tinha acordado, o que tinha comido e, o pior, sumiu da minha mente a entrevista também!

O médico me diagnosticou com amnésia pós-trauma, ou seja, estava com perda de memória recente. Tudo o que era novo, não lembrava. O Theo, coitado, teve que me contar umas dez vezes que éramos casados e que morávamos em um apartamento que escolhi e decorei. Na minha cabeça, ainda estávamos namorando. Foi um horror!

Foram três dias de internação e nada de a memória melhorar. Aí o Theo teve a brilhante ideia de deixar o celular comigo para que pudesse ver fotos, redes sociais... Para ele, isso me ajudaria, e muito. Comecei a olhar tudo, mas nada.

O médico disse que minha memória voltaria, que não precisaria me preocupar. O Theo me deixou no hospital e foi pegar umas roupas para mim, já que teria alta no dia seguinte.

Ele saiu e meu celular tocou.

"Maria? Tenho uma excelente notícia pra você! A vaga é sua! Venha fazer os exames admissionais."

"Desculpe, quem é?"

"Aqui é a Maria da empresa "Você Sabe Quem."

Bem, pensei que fosse trote porque minha prima tinha mania de zoar comigo quando estávamos na época da faculdade, fingindo ser da empresa para me oferecer um estágio.

Bom, estamos no Maria do Caos, né?!?

"Oi, Maria da empresa "Você Sabe Quem", não me interessa mais esse tipo de ceninha, não tenho mais idade pra isso. Não me ligue mais com essas palhaçadas, porque um dia serei, sim, contratada pela "Você Sabe Quem."

E desliguei o telefone, brava.

Bem, retornei para casa e a memória foi voltando gradativamente e fui me lembrando do dia da entrevista.

Liguei para a recrutadora e ela me disse o que aconteceu, pedi desculpa e tentei explicar o inexplicável... Mas a vaga tinha sido preenchida, já que liguei 15 dias depois.

Moral da história: quando não é para ser, não insista. O mesmo raio não cai duas vezes no mesmo lugar, ou cai? Será que cai a terceira?

Uma semana depois, a recrutadora me ligou novamente e disse que a direção tinha reconsiderado o caso e me contratou para o cargo de gerente de projetos. 

E sério, é a melhor empresa do munnnndooooooooo!!!

Estou superfeliz e realizada. Se você pensa que falarei o nome da empresa, esquece! Só quando virar sócia o nome sai da minha boca.

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Mariaaaasssss, que confusão!

Ainda bem que no final tudo deu certo e o caos saiu de cena pra deixar nossa Maria respirar com tranquilidade. Perder a memória deve ter sido dureza.

Quando tudo parecia perdido, mais uma vez, nossa Maria deu a volta por cima e mostrou que quando é para ser é, e ponto-final.

Valeu todo esforço, hoje ela está bem e até já foi promovida.

Gostou da história? Compartilhe com outras Marias.

E, se você tiver uma história bem doida, mande para mim, vou adorar compartilhar aqui na nossa salinha particular.

Excelente semana!

Um beijo, Marias.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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